LMG-760: pavimentação transforma ligação regional e reúne décadas de reivindicações e articulação política
- 29/09/2026
Por Redação l Canal do Nekinha's
Rodovia que conecta o Vale do Aço à BR-262 foi entregue em 2023 após anos de reivindicações, paralisações e questões ambientais; deputado Celinho Sintrocel esteve entre os parlamentares que acompanharam a pauta na Assembleia de Minas
A pavimentação da LMG-760 representou uma mudança importante na ligação entre o Vale do Aço, municípios do entorno e a BR-262. A obra, reivindicada pela população da região durante décadas, atravessou diferentes governos estaduais, enfrentou paralisações e discussões ambientais e contou com mobilização de moradores, lideranças municipais, órgãos públicos e parlamentares.
Entre os deputados que atuaram institucionalmente em torno da pauta está Celinho Sintrocel. Registros da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) mostram requerimentos, audiências e visitas técnicas solicitadas pelo parlamentar para discutir a pavimentação, o licenciamento ambiental e o andamento das obras.
Uma reivindicação de décadas
Antes da conclusão do asfaltamento, grande parte da LMG-760 não era pavimentada. A situação dificultava o deslocamento principalmente em períodos de chuva e impactava moradores, produtores, trabalhadores e usuários que utilizavam a estrada como ligação regional.
Segundo o Governo de Minas, a melhoria da rodovia era aguardada havia cerca de 40 anos. Antes da conclusão das intervenções, apenas cerca de oito quilômetros do trecho estavam asfaltados.
As obras começaram em 2013, mas passaram por períodos de interrupção. Uma das principais questões envolveu o licenciamento ambiental, especialmente devido à proximidade da estrada com o Parque Estadual do Rio Doce.
Em fevereiro de 2014, uma audiência pública da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da ALMG foi realizada em Cava Grande, distrito de Marliéria, a pedido de Celinho Sintrocel. Na ocasião, moradores, deputados, autoridades municipais, representantes ambientais e do setor produtivo discutiram a paralisação das obras e defenderam soluções que permitissem conciliar a pavimentação com a preservação ambiental.
Licenciamento ambiental entrou no centro do debate
A questão ambiental continuou sendo discutida nos anos seguintes. Em 2015, Celinho apresentou requerimento para realização de nova audiência pública destinada a debater o licenciamento ambiental e a possibilidade de retomada da pavimentação. O requerimento foi aprovado pela Comissão de Transporte da Assembleia.
Em 2017, o parlamentar apresentou outro requerimento para discutir especificamente o processo de licenciamento e a liberação das obras. Em junho daquele ano, a Câmara de Atividades de Infraestrutura do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou a licença ambiental relacionada ao empreendimento. Registros da própria ALMG mostram que Celinho participou da reunião.
A mobilização, entretanto, não ficou restrita a um único parlamentar ou instituição. Outros representantes políticos da região também acompanharam a pauta. A então deputada Rosângela Reis, por exemplo, registrou na Assembleia sua participação na reunião do Copam que tratou da autorização ambiental e destacou a importância dos estudos ambientais para a continuidade da pavimentação.
O processo evidencia que a conclusão da LMG-760 resultou de uma trajetória envolvendo diferentes administrações estaduais, órgãos ambientais, DER-MG, Assembleia Legislativa, prefeituras, lideranças regionais e mobilização popular.
Acompanhamento das obras
Depois da retomada dos trabalhos, Celinho continuou acompanhando o empreendimento. Em dezembro de 2017, apresentou requerimento solicitando uma visita aos canteiros da LMG-760 para verificar a execução e o andamento das obras. A visita foi aprovada pela Comissão de Transporte da ALMG em fevereiro de 2018.
Em 2020, uma nova ordem de serviço marcou outra etapa para a conclusão da rodovia. Naquele período, foram destinados R$ 128 milhões provenientes de recursos relacionados às medidas compensatórias e reparatórias do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, para as intervenções na LMG-760, segundo registro de pronunciamento feito por Celinho na Assembleia.
Posteriormente, as intervenções também passaram a integrar o Provias, programa do Governo de Minas voltado à recuperação e pavimentação da malha rodoviária estadual.
2023: rodovia é entregue
Em 17 de agosto de 2023, o Governo de Minas, por meio do DER-MG, entregou oficialmente as obras de pavimentação da LMG-760.
Foram aproximadamente 50 quilômetros de intervenções, com investimento informado pelo Estado de cerca de R$ 207 milhões. Segundo o governo mineiro, mais de 216 mil pessoas seriam beneficiadas direta ou indiretamente pela melhoria da ligação regional.
A cerimônia aconteceu no entroncamento com a MG-320, em São José do Goiabal, e contou com a presença do governador Romeu Zema, do vice-governador Mateus Simões, representantes do Governo de Minas, prefeitos e outras autoridades.
Com a pavimentação, a estrada passou a oferecer uma ligação melhor estruturada entre Cava Grande, em Marliéria, e a região de São José do Goiabal, conectando o Vale do Aço à BR-262 e facilitando o acesso à Zona da Mata.
Além da mobilidade dos moradores, a expectativa apresentada pelo Estado era de impactos positivos sobre o transporte de produtos e serviços, turismo e atividades econômicas regionais. A estrada também facilita o acesso ao Parque Estadual do Rio Doce, uma das principais áreas de conservação ambiental de Minas Gerais.
Uma obra construída ao longo de diferentes governos
A história da LMG-760 mostra que grandes projetos de infraestrutura podem atravessar diferentes administrações e depender da atuação conjunta de diversos agentes públicos e da sociedade.
As primeiras etapas das obras ocorreram antes da atual administração estadual. Houve períodos de paralisação, retomadas, adequações ambientais e novas fontes de recursos até que a pavimentação fosse finalmente concluída e entregue pelo Governo de Minas em 2023.
Nesse processo, documentos da Assembleia confirmam a participação de Celinho Sintrocel em diferentes momentos, especialmente por meio de requerimentos, audiências públicas e acompanhamento das obras.
Ao mesmo tempo, a conclusão da rodovia envolveu governos estaduais de diferentes períodos, DER-MG, órgãos ambientais, municípios, outros parlamentares, lideranças comunitárias e moradores que reivindicaram a melhoria da estrada durante décadas.
Mais do que atribuir a realização a um único personagem político, a trajetória da LMG-760 retrata uma demanda regional que permaneceu na agenda pública por anos até se transformar em uma rodovia pavimentada.
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