POLÍTICA E ECONOMIA: Congresso Nacional adia votação do Orçamento 2026 para esta sexta-feira (19)
- 18/12/2025
Decisão ocorre após impasses em torno das emendas parlamentares e revisões de receita; votação é o último grande ato do Legislativo antes do recesso de fim de ano.
BRASÍLIA, 18 de Dezembro de 2025 – O Congresso Nacional decidiu adiar para esta sexta-feira (19/12) a votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026. A sessão conjunta, que estava prevista para ocorrer hoje, foi postergada para que líderes partidários e o governo possam finalizar acordos sobre a destinação de recursos e o teto das emendas parlamentares.
O adiamento reflete a dificuldade de consenso na Comissão Mista de Orçamento (CMO) sobre pontos cruciais que impactam diretamente o primeiro ano cheio do próximo ciclo administrativo.
Os Motivos do Impasse
A peça orçamentária de 2026 enfrenta resistência em setores que pedem maior clareza sobre o contingenciamento de gastos e a liberação de verbas para redutos eleitorais.
Os principais pontos em discussão são:
- Emendas de Bancada: Deputados e senadores buscam garantir um volume maior de recursos impositivos.
- Revisão de Receita: Ajustes necessários após o Banco Central divulgar projeções de PIB e inflação mais otimistas, o que pode abrir margem para novos gastos.
- Cortes de Gastos: O governo tenta manter o pacote de contenção de despesas para garantir o cumprimento das metas fiscais.
O que está em jogo?
O Orçamento é a lei mais importante do país após a Constituição, pois define onde cada centavo dos impostos será aplicado. Sem a aprovação, o país corre o risco de iniciar 2026 operando apenas com o limite de 1/12 (um doze avos) do orçamento previsto por mês, o que trava investimentos e novos projetos.
Destaques do projeto para 2026:
- Previsão de salário mínimo com ganho real.
- Manutenção de programas sociais como o Bolsa Família.
- Recursos destinados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Contagem Regressiva para o Recesso
Com o adiamento, os parlamentares terão uma "sexta-feira de fogo" em Brasília. O objetivo é liquidar a fatura orçamentária antes do início oficial do recesso parlamentar, que começa em 22 de dezembro. Caso não votem amanhã, o Congresso pode ser convocado para sessões extraordinárias no fim de semana.
"Estamos nos ajustes finos. O orçamento precisa ser realista e atender às necessidades da população, sem furar o equilíbrio fiscal que o país tanto precisa", afirmou um dos relatores da CMO.
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