SAÚDE EM ALERTA: Porto Alegre Lidera Mortalidade por Aids no Brasil pelo 10º Ano Consecutivo
- 18/12/2025
Novo Boletim Epidemiológico revela que a capital gaúcha registra 12 óbitos para cada 100 mil habitantes, índice três vezes superior à média nacional; apesar do dado alarmante, cidade celebra eliminação da transmissão de mãe para filho.
PORTO ALEGRE, 18 de Dezembro de 2025 – Dados do mais recente Boletim Epidemiológico de HIV e Aids 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, confirmam um cenário persistente e preocupante: Porto Alegre continua sendo a capital brasileira com a maior taxa de mortalidade em decorrência da Aids.
O índice da cidade é de 12 óbitos por 100 mil habitantes, superando largamente a média brasileira, que é de 3,4. No último ano, foram registrados 1.321 novos casos de infecção na capital, concentrando quase metade (43%) de todas as notificações do estado do Rio Grande do Sul.
Os Números da Epidemia na Capital
Embora o tratamento antirretroviral seja gratuito e universal pelo SUS, a capital gaúcha enfrenta desafios estruturais e sociais que dificultam o controle da doença. Especialistas apontam que a epidemia em Porto Alegre é considerada "generalizada", atingindo todas as faixas da população.
Destaques do Boletim 2025:
- Mortalidade: 12 óbitos/100 mil hab. (1º lugar entre capitais).
- Detecção de Aids: 52,6 casos/100 mil hab. (3º lugar nacional).
- Gestantes com HIV: 14,9 casos por mil nascidos vivos (a maior taxa do país, 4,7 vezes a média nacional).
Um Raio de Esperança: Selo Prata da OMS
Apesar dos índices de mortalidade elevados, a cidade alcançou uma vitória histórica no combate à doença. Porto Alegre recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o Selo Prata pela eliminação da transmissão vertical do HIV (quando o vírus é passado da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação).
Desde 2023, o município mantém a taxa de transmissão vertical abaixo de 2%. "Trabalhamos para eliminar barreiras e o estigma. O que não pode acontecer é a criança nascer com HIV, e isso nós conseguimos zerar na prática", afirmou Daila Raenck, coordenadora de IST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde.
Diagnóstico Precoce é a Chave
O Ministério da Saúde reforça que viver com HIV não é o mesmo que ter Aids. Com o diagnóstico precoce e o tratamento correto, o vírus torna-se indetectável no sangue, o que impede a transmissão e evita o desenvolvimento da doença.
A prefeitura de Porto Alegre informou que está ampliando a rede de testagem rápida e inaugurando novos centros de prevenção para tentar reverter, finalmente, o ranking de mortalidade nos próximos anos.
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