Crise na Saúde: Vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde denuncia caos na saúde pública de Ipatinga
- 23/07/2026
Por redação do Canal do Nekinha's
A saúde pública de Ipatinga enfrenta um cenário alarmante e corre o risco de sofrer paralisações em serviços essenciais. Em um vídeo divulgado nesta quarta-feira, a vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Rosângela, trouxe a público denúncias graves sobre a situação do setor no município, cobrando explicações da Prefeitura e maior fiscalização por parte do poder legislativo.
Aparelho quebrado e salários atrasados
De acordo com os relatos recebidos pelo Conselho Municipal de Saúde, a crise atinge diretamente o atendimento à população e as condições de trabalho dos profissionais. Entre os principais problemas apontados estão:
- Tomógrafo parado: O equipamento do Hospital Municipal estaria fora de operação por falta de pagamento.
- Médicos sem receber: Profissionais da saúde ameaçam suspender os atendimentos devido a salários atrasados desde o mês de abril.
- Exames interrompidos: Laboratórios parceiros teriam suspendido a realização de exames devido à ausência de repasses financeiros.
- Serviços em risco: Programas essenciais, como o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), também operam sob risco iminente de paralisação.
"A população corre o risco de ficar sem serviços essenciais caso a situação não seja solucionada urgentemente", alertou a conselheira.
Questionamentos sobre R$ 700 milhões
Durante o pronunciamento, Rosângela questionou a gestão dos recursos públicos, afirmando que o município recebeu mais de R$ 700 milhões destinados exclusivamente à área da saúde. A vice-presidente criticou duramente o contingenciamento de 30% anunciado recentemente pela Prefeitura de Ipatinga e cobrou uma postura mais rígida de fiscalização por parte da Câmara Municipal.
O outro lado: O que diz a Prefeitura?
Em nota oficial enviada à imprensa, a Prefeitura de Ipatinga se posicionou sobre as denúncias e informou que está trabalhando para regularizar os repasses aos profissionais e prestadores de serviço.
Confira os principais pontos da justificativa da administração municipal:
- Pagamento efetuado: A prefeitura informou que realizou, nesta quarta-feira, o pagamento de R$ 1,1 milhão direcionado aos médicos que atuam como Pessoa Jurídica (PJ).
- Falta de repasse federal: Segundo o Executivo, parte do sufoco financeiro se deve ao fato de o município estar custeando, com recursos próprios, procedimentos e serviços que deveriam ser financiados pelo Governo Federal.
- Sem aviso de greve: A administração ressaltou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre nenhuma paralisação e garantiu que segue em diálogo com os prestadores para manter os atendimentos normalizados.
O Canal do Nekinha continuará acompanhando os desdobramentos dessa crise e trará novas atualizações assim que houver respostas sobre a normalização dos exames e o funcionamento do tomógrafo municipal.
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