Tragédia na Venezuela: Sobbe para 235 o número de mortos após terremotos históricos; dois brasileiros estão entre as vítimas
- 26/06/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 26 de junho de 2026
O cenário na Venezuela é devastador. O balanço mais recente divulgado pelas autoridades locais confirma que o número de mortos em decorrência do duplo terremoto que atingiu a costa norte do país subiu para 235 pessoas. Além disso, o Itamaraty confirmou oficialmente a morte de dois cidadãos brasileiros na tragédia.
Os tremores, que registraram magnitudes impressionantes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, aconteceram em um intervalo de menos de um minuto na noite da última quarta-feira (24). Especialistas apontam que este é o abalo sísmico mais forte registrado em território venezuelano em mais de um século.
Corrida contra o tempo nos escombros
Equipes de resgate locais e voluntários internacionais correm contra o relógio nas chamadas "horas de ouro" (as primeiras 48 a 72 horas após o desastre). Esse período é crucial para encontrar sobreviventes presos sob as estruturas colapsadas, já que as chances de sobrevivência caem drasticamente sem acesso à água.
A situação mais crítica se concentra na capital, Caracas, e na região litorânea de La Guaira, onde dezenas de edifícios desabaram por completo.
"Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que chegam sem sinais vitais ou que falecem ao chegar aos nossos centros de saúde", declarou o ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, na noite de quinta-feira (25).
Entenda por que o tremor foi tão destrutivo
De acordo com análises geológicas, o país fica localizado em cima da placa tectônica do Caribe. Apesar de pequena, ela sofre pressões constantes de outras placas gigantes ao seu redor (como a Placa Sul-Americana e a Placa dos Cocos). Toda essa energia acumulada ao longo de décadas foi liberada quase de uma vez só no evento desta semana.
O governo venezuelano já decretou estado de emergência e liberou um fundo especial para iniciar as buscas e a reconstrução das áreas afetadas. No entanto, a falta de equipamentos adequados e a crise de infraestrutura pré-existente no país têm dificultado a remoção dos escombros mais pesados.
O Canal do Nekinhas segue acompanhando o desdobramento das buscas e a situação dos brasileiros na região.




