Gimar Mendes sobe o tom e diz que André Mendonça comete ‘erro crasso’ em caso de delação premiada
- 23/06/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 23 de junho de 2026
O clima esquentou nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Gilmar Mendes não poupou críticas ao colega de Corte, André Mendonça, afirmando que ele cometeu um "erro crasso" na condução das tratativas envolvendo o acordo de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro.
A divergência expõe mais uma fratura interna no tribunal sobre os limites e as competências na homologação de acordos de colaboração premiada.
O nó da questão: Por que Gilmar Mendes criticou Mendonça?
O cerne da discussão gira em torno de quem tem o poder de validar os termos de uma delação e como esse processo deve ser conduzido legalmente dentro do rito do STF.
- A visão de Gilmar: Para o decano da Corte, a postura de André Mendonça atropelou procedimentos consolidados e a jurisprudência do próprio tribunal. Mendes argumenta que aceitar ou conduzir os termos da forma como estava sendo feito configura uma falha técnica grave (o chamado "erro crasso").
- O histórico: Gilmar Mendes é conhecido por ser um crítico ferrenho de excessos em delações premiadas desde os tempos da Operação Lava Jato, defendendo sempre a estrita observância dos direitos garantidos pela Constituição.
Quem é Daniel Vorcaro?
O pivô da discussão é o empresário Daniel Vorcaro, investidor e dono do Banco Master. Ele se tornou alvo de investigações que correm em segredo de Justiça, e a tentativa de fechar um acordo de delação premiada busca trazer novos elementos para apurações em curso. Contudo, o racha entre os ministros coloca um ponto de interrogação sobre o futuro dessa colaboração.
O que significa "Erro Crasso"? No jargão jurídico e formal, é um erro grosseiro, evidente, que não deveria ser cometido por alguém com conhecimento técnico na área. Ao usar esse termo, Gilmar Mendes praticamente questiona a condução técnica de André Mendonça no caso.
O impacto no STF
Esse tipo de embate público entre ministros indica que o julgamento final sobre a validade da delação de Vorcaro deve ser levado ao Plenário ou à Turma correspondente, onde os magistrados terão que votar e definir qual tese jurídica vai prevalecer.
Enquanto Mendonça adota uma linha de condução, Mendes lidera a ala que exige freios e contrapesos mais rígidos na validação de depoimentos de investigados.
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