POLÊMICA NO VALE DO AÇO: Chico Simões Denuncia Prejuízo de R$ 60 Milhões em Loteamento em Fabriciano
- 17/12/2025
Em coletiva, vereador e ex-prefeito aponta "atitudes criminosas" em alteração do Plano Diretor para favorecer empreendimento imobiliário; TCE-MG já determinou a suspensão imediata de atos relacionados à obra.
CORONEL FABRICIANO, 17 de Dezembro de 2025 – O cenário político de Coronel Fabriciano foi sacudido por graves denúncias apresentadas pelo vereador e ex-prefeito Chico Simões. Em entrevista coletiva realizada na Câmara Municipal, o parlamentar detalhou supostas irregularidades em um gigantesco empreendimento imobiliário de 500 mil metros quadrados, localizado na divisa entre o bairro Amaro Lanari e a região do Horto, em Ipatinga.
Segundo Simões, a manobra envolveu mudanças casuísticas na legislação municipal que teriam causado um rombo estimado em R$ 60 milhões aos cofres públicos de Coronel Fabriciano.
Entenda o Caso: A Mudança no Zoneamento
A denúncia central gira em torno da alteração do Plano Diretor do município. A área, originalmente classificada como Zona de Interesse Econômico (destinada a indústrias e geração de empregos), teve seu zoneamento alterado em 2023 para permitir o parcelamento do solo para fins imobiliários.
O vereador ressalta que a revisão do Plano Diretor estava prevista legalmente apenas para 2029, o que tornaria a antecipação uma manobra irregular para favorecer o setor privado.
“O que eu vejo ali não são meras irregularidades, são atitudes criminosas, praticadas para favorecer profundamente um empreendedor, lesando o erário em algo em torno de 60 milhões de reais”, afirmou Chico Simões.
O Descompasso Financeiro e Técnico
Baseado em pareceres do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e da Procuradoria-Geral do Estado, Simões aponta que o município utilizou leis inconstitucionais para aprovar o loteamento.
A discrepância nos valores assusta:
- O que a Lei Federal exigiria: O município deveria ter recebido cerca de R$ 64 milhões em áreas urbanizadas como contrapartida.
- O que foi recebido: Apenas cerca de R$ 6 milhões em obras de infraestrutura.
- Déficit para a cidade: Aproximadamente R$ 58 a 60 milhões que deixaram de entrar para o patrimônio público.
Além disso, o parlamentar denunciou que obras de terraplanagem ligando o Distrito Industrial 1 à BR-381 foram executadas pela própria empresa interessada sem processo de licitação, ferindo princípios básicos da administração pública como a impessoalidade e a transparência.
Decisão do TCE e Próximos Passos
Diante das evidências, o Tribunal de Contas de Minas Gerais concedeu uma decisão cautelar que suspende qualquer ato administrativo sobre o empreendimento. Isso inclui:
- Suspensão de compensações financeiras.
- Proibição de novas cessões de áreas.
- Interrupção imediata de execuções de obras vinculadas ao projeto.
Chico Simões garantiu que manterá uma vigilância rigorosa sobre o local. "Irei monitorar o local e, caso haja qualquer movimentação, pretendo acionar novamente o TCE", concluiu.
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