DATAFOLHA 2026: Lula mantém dianteira e Flávio Bolsonaro estanca queda após escândalo do "Caso Master"
- 21/06/2026
Por Redação Canal do Nekinhas
21 de junho de 2026
O cenário para a corrida presidencial de 2026 segue desenhando uma polarização intensa e consolidada. A nova rodada da pesquisa Datafolha, divulgada neste fim de semana, aponta um quadro de estabilidade na liderança: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno.
O dado mais aguardado pelo mundo político era medir o tamanho do estrago do chamado "Caso Master" (envolvendo áudios de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento de um filme). Os números mostram que, pelo menos por enquanto, o "Zero Um" conseguiu estancar a sangria eleitoral.
O Cenário de Segundo Turno: Empate Técnico no Limite
Se a eleição fosse hoje, a disputa final repetiria rigorosamente os números do levantamento de maio. Lula aparece na frente, mas a diferença mantém o sinal de alerta ligado para os dois lados.
- Lula (PT): 47%
- Flávio Bolsonaro (PL): 43%
- Brancos/Nulos: 8%
- Não sabem/Não responderam: 1%
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos encontram-se no limite do empate técnico, embora a vantagem numérica permaneça com o atual presidente.
Primeiro Turno: Lula abre 10 pontos de vantagem
Na simulação de primeiro turno, o cenário é mais confortável para o petista, que oscilou um ponto para cima dentro da margem de erro, enquanto Flávio permaneceu imóvel. Enquanto isso, a chamada "terceira via" continua sem conseguir pontuar dois dígitos.
| Candidato | Partido | Intenção de Voto |
| Lula | PT | 41% |
| Flávio Bolsonaro | PL | 31% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 3% |
| Renan Santos | Missão | 3% |
| Romeu Zema | Novo | 2% |
| Aécio Neves | PSDB | 2% |
Outros candidatos como Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) também registraram 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Joaquim Barbosa (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) fecham a lista com 1% cada.
O que os números dizem por trás dos bastidores?
O fator resiliência: Para os aliados de Flávio Bolsonaro, a estabilização dos números foi recebida com alívio. O temor do PL era que o escândalo recente fizesse o senador despencar, abrindo uma distância de dois dígitos no segundo turno — o que tornaria sua campanha insustentável e traria força ao nome de Michelle Bolsonaro nos bastidores.
Fatores externos ainda não medidos: Analistas apontam que este Datafolha ainda não conseguiu capturar totalmente dois fatos políticos de peso ocorridos nos últimos dias: o impacto da Operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e a repercussão das declarações do ex-presidente americano Donald Trump sobre o cenário eleitoral brasileiro.
A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios de todo o país e está devidamente registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para acompanhar uma análise detalhada sobre o impacto dessa estabilização nos bastidores do PL e do PT, vale a pena assistir a esta Análise da pesquisa Datafolha na CNN, que discute se o escândalo do Banco Master já foi totalmente absorvido pelo eleitorado e o papel de Michelle Bolsonaro como alternativa.




