Alcolumbre cancela sessão do Congresso que votaria mais de 90 vetos após operação da PF contra líder do governo

  • 18/06/2026

Alcolumbre cancela sessão do Congresso que votaria mais de 90 vetos após operação da PF contra líder do governo

O bicho pegou em Brasília! Falta de consenso e operação da Polícia Federal que mirou Jaques Wagner implodiram os planos de votação nesta quinta-feira.

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), bateu o martelo e cancelou a sessão conjunta de deputados e senadores que estava marcada para esta quinta-feira, 18 de junho. O objetivo do encontro era analisar uma montanha de vetos presidenciais acumulados — cerca de 90 vetos, que somam impressionantes 924 dispositivos que precisam de análise. Entre as pautas quentes estavam vetos ligados à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e regras de licenciamento ambiental.

Falta de acordo e "paradoxo" político

O principal motivo alegado por Alcolumbre foi a total falta de consenso entre o governo federal e as lideranças partidárias. Segundo o senador, mesmo após 30 dias de tentativas, as negociações travaram. O cenário de desentendimento chegou ao ponto de líderes do mesmo partido pedirem coisas opostas: na Câmara defendiam manter o veto e, no Senado, derrubar.

Alcolumbre ainda ironizou a complexidade da votação, chamando o momento de "paradoxo": afinal, a Câmara e o Senado aprovaram essas leis originalmente, mas, quando os vetos voltam, o Parlamento teoricamente deveria derrubá-los, enquanto o governo tenta mantê-los.

O fator Polícia Federal e Jaques Wagner

Para além da falta de acordo técnico, a política ferveu nos bastidores. A nona fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, deflagrada nesta manhã, teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.

Alcolumbre não escondeu que a operação pesou na decisão de cancelar o dia de trabalho: ele afirmou que, se mantivesse a sessão, a votação ocorreria em meio a "falta de consenso, falta de quórum e à polêmica" provocada pela ação policial. Para o presidente do Congresso, realizar a votação esvaziada e com quórum baixo seria um tiro no pé. Se o governo ganhasse, diriam que ele facilitou com quórum baixo; se o governo perdesse, diriam que ele armou contra o Planalto.

E agora? Vai ficar para depois das férias?

Calma, que o recesso parlamentar começa em 18 de julho, e Alcolumbre garantiu que o problema será resolvido antes disso.

A promessa é convocar uma nova sessão nos próximos 10 ou 15 dias. A estratégia para não travar tudo de novo será fatiar a votação em duas ou três sessões menores, analisando de 20 a 30 vetos por vez. O presidente do Congresso avisou: a próxima sessão vai acontecer "com acordo ou sem acordo".

Acompanhe os próximos capítulos dessa novela política aqui no Canal do Nekinhas! O que você acha que vai acontecer com esses vetos? Deixe seu comentário!

Baseado em informações apuradas pela Revista Oeste.


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