CASO MASTER: Mendonça escancara proposta de "delação seletiva" na sua cara e libera nuvem de "Sicário"

  • 17/06/2026

CASO MASTER: Mendonça escancara proposta de "delação seletiva" na sua cara e libera nuvem de "Sicário"

O clima esquentou na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o julgamento que manteve as prisões preventivas do pai e do primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro relator André Mendonça não poupou palavras ao revelar os bastidores chocantes das tentativas de acordo da defesa no chamado Caso Master.

Sem citar nomes de advogados, Mendonça disparou que a defesa perdeu o pudor ao propor, diretamente a ele, uma "delação seletiva" — ou seja, escolher a dedo quem entregar e quem proteger.

"Perderam o pudor. 'Queremos fazer uma delação seletiva'. Falaram na minha cara isso", desabafou o ministro durante a sessão. "Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo não", completou o magistrado, afirmando que sequer acessou o material após a abordagem.

A Nuvem do "Sicário" e a Promessa de Mais Bombas

Além do freio de mão puxado nas negociações de delação, o ministro trouxe outra informação pesada para o processo: ele autorizou o acesso total aos dados armazenados na nuvem de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo codinome "Sicário".

Os investigadores apontam que o conteúdo desse armazenamento digital pode ampliar drasticamente o alcance do escândalo. A Polícia Federal já identificou mensagens perturbadoras nas investigações, incluindo uma ordem de Vorcaro pedindo para Sicário "moer" a empregada da atriz Monique Alfradique.

Mendonça deixou claro que o Caso Master está longe de um desfecho e que o material coletado deve balançar ainda mais as estruturas:

"Ainda estão sendo revelados [os dados]. Tem mais coisa por vir", alertou o relator.

Divergências no STF

O julgamento também evidenciou um racha na forma como os ministros do STF enxergam a condução do caso. Enquanto alas mais duras defendem a manutenção das prisões e o aprofundamento das quebras de sigilo, há divergências sobre os limites dessas medidas cautelares, desenhando um cenário de forte debate jurídico nas próximas semanas.

O Caso Master, que investiga fraudes financeiras e crimes correlatos, segue como uma das principais frentes de tensão em Brasília.


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