Tragédia no Interior de SP: Justiça decreta prisão preventiva de trio após jovem ser lançada de ponte sem corda
- 15/06/2026
O caso trágico da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganhou um novo capítulo jurídico neste domingo (14). A Justiça de Limeira (SP) converteu em preventiva a prisão dos três homens que operavam a atividade de rope jump na conhecida Ponte do Esqueleto. Com a decisão, os investigados responderão ao processo em regime fechado, sem prazo definido para soltura.
Os três operadores — de 27, 32 e 42 anos — haviam sido detidos em flagrante no sábado (13), logo após o acidente. A Polícia Civil indiciou o trio por homicídio com dolo eventual, quando se entende que os responsáveis assumiram o risco de causar a morte devido à grave negligência na conduta.
O que aconteceu?
O acidente fatal ocorreu na manhã de sábado na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista. Maria Eduarda, que tinha formação em educação física e gestão esportiva, estava no local para realizar o salto de rope jump — modalidade de pêndulo humano em queda livre que utiliza cordas dinâmicas.
Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento em que a jovem é conduzida pelos três instrutores até a borda da plataforma e, em seguida, arremessada para o salto de uma altura aproximada de 40 metros. O desespero tomou conta das testemunhas logo após o lançamento, quando perceberam que a principal corda de sustentação não havia sido fixada no equipamento de segurança da jovem.
O Corpo de Bombeiros e o SAMU chegaram a ser acionados para prestar socorro, mas o óbito por politraumatismo foi constatado ainda no local da queda.
Falta de autorização e histórico do local
De acordo com informações das autoridades federais, a empresa responsável pela operação — identificada por logotipos nas vestimentas como Entre Cordas — não possuía as autorizações necessárias para a prática da atividade comercial no local. Após a repercussão da tragédia, as páginas oficiais dos organizadores nas redes sociais foram desativadas.
A Polícia Civil e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informaram que as investigações prosseguem para realizar perícias nos equipamentos recolhidos e colher novos depoimentos de testemunhas presenciais.
A prefeitura de Limeira também se manifestou, afirmando que pretende acionar juridicamente o governo federal alegando omissão de fiscalização na área da ponte. O corpo de Maria Eduarda foi sepultado no final da tarde de domingo no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.




