Ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal, Dr. Marcos Vinícius cobra cronograma da BR-381, questiona repasse de ISS e dispara: "Eles são bons de capina, não de cronograma"

  • 02/06/2026

Ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal, Dr. Marcos Vinícius cobra cronograma da BR-381, questiona repasse de ISS e dispara: "Eles são bons de capina, não de cronograma"

VALE DO AÇO – O futuro da BR-381 sob o regime de concessão continua no centro dos debates políticos e sociais na região. Durante sua participação no programa Vox Debate, o ex-prefeito de Coronel Fabriciano e pré-candidato a deputado federal, Dr. Marcos Vinícius, manifestou forte preocupação com o ritmo das intervenções estruturantes e com a falta de transparência sobre os recursos destinados aos municípios.

O tom crítico do líder político subiu ainda mais durante uma plenária realizada por Elizângela Barroso nesta segunda-feira (1º de junho). No evento, Dr. Marcos Vinícius não poupou palavras ao classificar a atuação da concessionária na rodovia: "O pessoal da 381 é bom de capina, não de cronograma", disparou, ironizando o fato de que os serviços de manutenção básica avançam, enquanto as grandes obras de engenharia continuam no papel.

O pré-candidato a deputado federal subiu o tom ao lembrar o tempo de contrato da empresa. "Eles têm 20 anos de concessão e onde estão os cronogramas? Cobrança de pedágio e radar multando o povo tem pra todo lado, mas e a verdadeira duplicação? Qual o cronograma?", questionou, indignado.

Conquistas locais no papel, lentidão na prática

Dr. Marcos Vinícius relemnbrou que a região do Vale do Aço teve uma participação ativa nas audiências públicas e debates técnicos que moldaram o projeto final da concessão. Intervenções consideradas vitais, como as alças de acesso que vão ligar as cidades de Timóteo e Coronel Fabriciano ao anel rodoviário, foram inseridas no contrato graças a essa articulação regional.

No entanto, o ex-prefeito alertou para o descompasso entre a cobrança e o benefício. Ele chamou a atenção para o fato de que os pedágios, radares e equipamentos de fiscalização eletrônica já são uma realidade diária pesando no bolso do motorista, enquanto as grandes obras de infraestrutura ainda não avançaram no ritmo que a população espera e necessita.

"A cobrança [do pedágio] já chegou, mas as obras estruturantes ainda não. A população e as lideranças precisam acompanhar isso de perto", pontuou.

Mobilização e cobrança por datas sugeridas

Como encaminhamento prático para garantir que o contrato de duas décadas seja cumprido à risca, Marcos Vinícius defendeu a mobilização imediata das forças políticas locais. A proposta do pré-candidato é a realização de uma série de audiências públicas reunindo a concessionária responsável pela rodovia, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), câmaras municipais, prefeitos e deputados da região.

O objetivo principal dessas reuniões será forçar a empresa a apresentar um cronograma detalhado, público e com metas anuais claras, especificando as datas exatas de início e entrega de cada intervenção, principalmente no que diz respeito à duplicação dos trechos críticos.

O mistério do ISS e o fantasma da Reforma Tributária

Outro ponto polêmico levantado envolve o Imposto Sobre Serviços (ISS). Por lei, os municípios cortados pela rodovia privatizada têm direito a uma fatia do imposto gerado pela arrecadação das praças de pedágio. Contudo, segundo Dr. Marcos Vinícius, falta clareza e informações transparentes sobre se as prefeituras da região estão, de fato, recebendo esses repasses.

Para complicar o cenário, o ex-prefeito acendeu uma luz vermelha sobre os desdobramentos da Reforma Tributária. Ele alertou que, se os gestores municipais e parlamentares não agirem rápido para blindar esses recursos, as verbas do ISS do pedágio correm o risco de ser "engolidas" pelo novo sistema de arrecadação unificado, fazendo com que as cidades percam essa receita carimbada e direta.

A cobrança do pré-candidato joga luz sobre a necessidade de o Vale do Aço manter a guarda alta, exigindo que os bônus da concessão (as obras e os impostos) cheguem na mesma velocidade em que os ônus (os pedágios e as multas) já estão sendo cobrados do cidadão.

Acompanhe os desdobramentos desta e de outras notícias da nossa região aqui no Portal do Canal do Nekinhas.


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Anunciantes