CPI do Banco Master gera embate entre Jorge Viana e Hugo Motta na Câmara
- 18/05/2026
Por Redação — Portal do Canal do Nekinhas
18 de maio de 2026
Vice-presidente da Casa critica celeridade na articulação da comissão, enquanto presidente defende prerrogativa de fiscalização do Congresso
A possibilidade de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master segue dividindo opiniões e provocando embates de bastidores na Câmara dos Deputados. As discussões ganharam um novo capítulo com manifestações que questionam a condução política em torno da eventual instalação do colegiado.
Em avaliações internas na Casa, o deputado federal Carlos Viana (Republicanos-MG) expressou forte descontentamento com os rumos do debate. Segundo interlocutores, o parlamentar criticou a postura do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sugerindo que a condução das tratativas e as pressões políticas externas indicariam que a presidência da Casa "já se entregou" ao apetite de grupos específicos no Parlamento.
O rito regimental e a fila das CPIs
A crítica de Carlos Viana ocorre em meio a um cenário de intensa articulação, impulsionado por recentes revelações sobre diálogos entre o ex-proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O próprio senador e seus aliados passaram a defender a comissão como uma oportunidade para esclarecer os fatos e rebater as acusações.
Por outro lado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem reforçado publicamente que qualquer decisão sobre o tema será estritamente institucional. Motta declarou que dará o "tratamento regimental" aos pedidos, sinalizando que as solicitações de investigação devem respeitar os critérios técnicos da Casa, o que inclui o limite de comissões simultâneas e a ordem cronológica de protocolo de requerimentos já existentes na fila da Câmara.
Divergências de interesses no Parlamento
O impasse reflete visões distintas sobre a utilidade e o momento político da comissão:
- Ala de Carlos Viana / Cautelosa: Avalia com ressalvas a velocidade e o foco das movimentações, sob o receio de que a instalação de um colegiado de grande apelo midiático sirva como "palanque eleitoral" antecipado ou desvie o foco de votações econômicas prioritárias para o país.
- Ala Favorável à CPI: Defende que o Congresso tem a prerrogativa e o dever constitucional de fiscalizar o sistema financeiro e examinar as ramificações de casos que envolvem figuras públicas, argumentando que a transparência beneficia o processo democrático.
Até o momento, a cúpula da Câmara mantém a sinalização de que o andamento das propostas seguirá os ritos tradicionais, enquanto os blocos partidários continuam medindo as forças de suas bancadas.
Nota do Portal: O Canal do Nekinhas acompanha de perto as discussões regimentais em Brasília e as atualizações sobre o andamento das propostas de comissões de inquérito.




