Caso Master: PL avalia extensão de contatos entre Flávio Bolsonaro e ex-banqueiro Daniel Vorcaro
- 18/05/2026
Por Redação — Portal do Canal do Nekinhas
18 de maio de 2026
Desdobramentos sobre financiamento de filme biográfico geram cautela e reuniões internas na cúpula do partido de olho em 2026
O Partido Liberal (PL) acompanha com atenção os desdobramentos das investigações e vazamentos que envolvem o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Internamente, parlamentares da legenda liderada por Valdemar Costa Neto avaliam o impacto político do caso no planejamento da sigla para as eleições de 2026.
Nas últimas semanas, diálogos obtidos pelo veículo Intercept Brasil expuseram trocas de mensagens, áudios e registros de ligações entre o parlamentar e o empresário. O foco central das conversas gira em torno do patrocínio privado para a produção de Dark Horse ("Cavalo Negro"), filme biográfico sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Detalhes do cronograma e mensagens monitoradas
A preocupação de setores do PL se acentuou após o detalhamento da linha do tempo das comunicações. Entre os registros, destaca-se uma mensagem enviada por Flávio Bolsonaro a Vorcaro no dia 16 de novembro de 2025, na qual o senador declarou apoio ao empresário. O contato ocorreu pouco depois de o juiz Ricardo Soares Leite decretar a prisão de Vorcaro e um dia antes de ele ser detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai.
Outras mensagens apontam tratativas anteriores, ocorridas em outubro de 2025, para a organização de um jantar com a presença do ator norte-americano Jim Caviezel e do diretor Cyrus Nowrasteh. Nos diálogos, o ex-banqueiro também questionou se o senador viajaria aos Emirados Árabes Unidos, ao que Flávio respondeu mencionando a agenda de viagem de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, à região do Golfo Pérsico no mesmo período.
Explicações internas e divergências no PL
Em uma reunião de emergência realizada pela bancada na última semana, Flávio Bolsonaro assegurou aos correligionários que não há novos fatos a serem revelados e reiterou que todas as interações com o empresário limitaram-se à busca de patrocínio estritamente privado, sem o uso de recursos públicos ou incentivos fiscais, como a Lei Rouanet. O senador também defendeu a instalação de uma CPI para investigar a situação do Banco Master, alegando que suas ações foram transparentes.
Apesar das justificativas, a repercussão gerou posicionamentos distintos dentro do partido:
- Ala de Apoio Irrestrito: Parlamentares alinhados à família Bolsonaro defendem o senador, argumentando que a captação de recursos privados para projetos culturais é uma atividade legal e que as denúncias possuem motivação política para desgastar a oposição.
- Ala Pragmática / Cautelosa: Outros integrantes da legenda preferem aguardar os resultados das próximas pesquisas de opinião pública para mensurar o real impacto do episódio na competitividade eleitoral da sigla. Reservadamente, membros dessa corrente cogitam alternativas para a cabeça da chapa presidencial em 2026, citando o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Desdobramentos na produção
Paralelamente às discussões políticas, a produção do filme Dark Horse enfrenta questionamentos logísticos no Brasil e no exterior. Relatos publicados pela imprensa apontam reclamações de figurantes e problemas contratuais. O deputado federal Mário Frias (PL-SP), cujo nome foi citado em menções à interlocução do projeto, indicou que os questionamentos operacionais devem ser respondidos diretamente pela produtora responsável pelo longa, a GO UP Entertainment.
O Portal do Canal do Nekinhas mantém o espaço aberto para manifestações formais de todas as defesas e partes mencionadas no caso.




