OPORTUNIDADE HISTÓRICA: Agro do Mercosul Leva Vantagem em Acordo com a União Europeia, aponta IPEA

  • 17/12/2025

OPORTUNIDADE HISTÓRICA: Agro do Mercosul Leva Vantagem em Acordo com a União Europeia, aponta IPEA

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que o setor agropecuário do bloco sul-americano terá ganho de competitividade sem precedentes com a redução de barreiras tarifárias, consolidando o Brasil como "celeiro do mundo" na Europa.


BRASÍLIA, 17 de Dezembro de 2025 – O tão aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia promete ser um divisor de águas para o agronegócio brasileiro e dos países vizinhos. Segundo um relatório técnico divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e repercutido pelo SBT News, o bloco sul-americano detém uma vantagem competitiva clara que será potencializada pela abertura dos mercados europeus.

A análise aponta que a remoção ou redução drástica de tarifas de importação permitirá que os produtos agroindustriais do Mercosul entrem no continente europeu com preços muito mais atraentes, desafiando a produção local subsidiada da Europa.

Os Pilares da Vantagem Competitiva

O Ipea destaca três fatores fundamentais que colocam o Mercosul em posição de destaque nesta nova fase comercial:

  1. Eficiência Produtiva: O uso de tecnologia de ponta no campo brasileiro e argentino garante uma escala de produção que os produtores europeus, em sua maioria de pequeno e médio porte, não conseguem alcançar.
  2. Redução de Custos Tarifários: Atualmente, muitos produtos enfrentam taxas pesadas para entrar na Europa. O acordo prevê a eliminação progressiva dessas barreiras para carnes, grãos e produtos processados.
  3. Sustentabilidade como Ativo: O estudo reforça que, ao cumprir as exigências ambientais rigorosas da União Europeia (como a lei anti-desmatamento), o agro do Mercosul ganha um selo de qualidade que abre portas não apenas para o comércio, mas para investimentos verdes.

Desafios e Expectativas

Apesar do otimismo, o Ipea faz um alerta: a competitividade não depende apenas do preço. Para aproveitar a vantagem, o Brasil precisará investir pesado em logística e infraestrutura para garantir que o aumento da demanda seja suprido sem gargalos nos portos e rodovias.

Além disso, o setor precisará ser ágil na adaptação às novas normas de rastreabilidade exigidas pelos europeus. Se o dever de casa for feito, o impacto no PIB brasileiro poderá ser sentido já nos primeiros anos de implementação plena do acordo, injetando bilhões de dólares na economia nacional.

"O agronegócio brasileiro está pronto para esse desafio. O que o acordo faz é finalmente retirar as algemas tarifárias que impediam nossa plena expansão no mercado mais exigente do mundo", afirma o relatório.


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