Janja e Ministério das Mulheres repudiam declarações de assessor do governo dos EUA
- 25/04/2026
A primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e o Ministério das Mulheres emitiram notas oficiais de repúdio nesta sexta-feira (24) contra falas de Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais do governo de Donald Trump. Em entrevista recente à emissora italiana RAI, Zampolli utilizou termos ofensivos ao se referir às mulheres brasileiras.
O Caso
Durante a entrevista, Zampolli afirmou que as brasileiras seriam "programadas para causar confusão" e usou termos pejorativos, como "raça maldita", ao comentar sobre o comportamento de cidadãs do país no exterior. O assessor, nomeado por Trump em março de 2025 para atuar como intermediário com governos estrangeiros, foi casado por cerca de 20 anos com uma brasileira, que atualmente o acusa de violência doméstica e abuso.
A Reação Brasileira
Em suas redes sociais, Janja classificou as falas como "indignantes" e destacou que tais declarações não diminuem o papel das mulheres brasileiras na sociedade.
"Dizer que somos uma 'raça maldita' e 'programadas para causar confusão' não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente", afirmou a primeira-dama. Ela completou reforçando que as brasileiras possuem "voz e sonhos" e lutam por dignidade e liberdade.
O Ministério das Mulheres também se manifestou, enfatizando que a misoginia não deve ser tratada como liberdade de expressão, mas como uma manifestação de ódio e incitação à violência. A pasta reiterou o compromisso do governo em combater o machismo e proteger a imagem das brasileiras no cenário internacional.
Contexto Diplomático
O episódio ocorre em um momento de atenção nas relações entre Brasília e Washington. Apesar das críticas contundentes ao assessor, o Palácio do Planalto ainda não formalizou se haverá uma queixa diplomática direta à Casa Branca. Analistas políticos observam que o embate reforça a postura do atual governo brasileiro em priorizar pautas de direitos humanos e igualdade de gênero em sua agenda externa.
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