Alerta no Bolso: Custo da cesta básica sobe em todas as 27 capitais brasileiras em março
- 09/04/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 9 de abril de 2026
O carrinho de supermercado ficou mais pesado para o orçamento das famílias brasileiras no último mês. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor da cesta básica registrou alta em todas as 27 capitais do país durante o mês de março.
A inflação dos alimentos, que já vinha pressionando o índice oficial (IPCA), mostrou sua força máxima, impulsionada principalmente por fatores climáticos que prejudicaram as lavouras.
Os Vilões da Mesa
O aumento não foi por acaso. Alguns itens essenciais foram os grandes responsáveis por puxar a média para cima em todo o território nacional:
- Batata e Feijão: Foram os itens com as maiores altas. No caso da batata, o excesso de chuvas nas regiões produtoras (Centro-Sul) atrapalhou a colheita, reduzindo a oferta nas gôndolas.
- Carne Bovina e Leite: Também figuram na lista de aumentos, refletindo custos de produção mais elevados e a entressafra.
- Tomate: Outro item que sofreu com as variações climáticas, pesando no prato feito do brasileiro.
O Ranking dos Preços
Como já é tradição, a capital paulista segue liderando a lista de custos mais elevados, enquanto o Nordeste apresenta os valores nominais mais baixos, apesar das altas percentuais expressivas.
- Cesta mais cara: São Paulo (R$ 883,94), seguida por Rio de Janeiro e Cuiabá.
- Cesta mais barata: Aracaju (R$ 598,45), seguida por João Pessoa e Recife.
- Maiores altas no mês: Manaus (7,42%), Salvador (7,15%) e Recife (6,97%) lideraram os aumentos percentuais mais agressivos de março.
Salário Mínimo "Ideal" vs. Real
Com o custo de vida subindo, o DIEESE atualizou o cálculo de quanto deveria ser o salário mínimo para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas (alimentação, moradia, saúde, educação, etc.).
Em março de 2026, o valor estimado seria de R$ 7.425,99 — o que equivale a mais de 4,5 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621,00. Atualmente, o trabalhador que ganha o piso nacional compromete, em média, 48,12% do seu rendimento líquido apenas para comprar os itens básicos de sobrevivência.




