"Delação do Fim do Mundo": Vorcaro quer fechar acordo na semana que vem e exige imunidade para a família
- 07/04/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 7 de abril de 2026
O clima de apreensão que tomou conta de Brasília nas últimas semanas está prestes a atingir o seu ápice. O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, intensificou as negociações com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para fechar o seu acordo de delação premiada já na próxima semana. Segundo informações da coluna da Basília Rodrigues (SBT News), Vorcaro está disposto a "contar tudo", mas impôs uma condição inegociável: imunidade total para seus familiares.
A investigação, batizada de Operação Compliance Zero, aponta que o ex-banqueiro teria utilizado contas de parentes próximos para movimentar recursos bilionários desviados da instituição financeira.
O "Preço" da Liberdade
Preso desde o início de março após o endurecimento das decisões do STF, Vorcaro mudou sua estratégia de defesa. Se antes negava qualquer irregularidade, agora ele prepara um "cardápio" de revelações que pode atingir:
- Políticos de Alto Escalão: Nomes que teriam recebido vantagens para facilitar operações do banco.
- Magistrados e Tribunais: Esquemas de tráfico de influência que garantiam decisões favoráveis à sua holding.
- Operadores do Sistema Financeiro: Como o dinheiro circulava para parecer lícito antes de chegar aos beneficiários finais.
Blindagem Familiar
O grande nó da negociação é a situação de Henrique Moura Vorcaro (pai), Natalia (irmã) e Felipe (primo). A Polícia Federal identificou contas com saldos que ultrapassam os R$ 2 bilhões em nome do pai do banqueiro, verba que os investigadores acreditam ser fruto de "gestão fraudulenta" e empréstimos sem lastro.
Vorcaro sabe que, sem a imunidade para eles, sua delação perde o sentido pessoal. Por outro lado, os investigadores exigem provas irrefutáveis e "corroboração pesada" para aceitar perdoar crimes de lavagem de dinheiro de terceiros.
Impacto em Minas e no Vale do Aço
A delação de Vorcaro é chamada nos bastidores de "Delação do Fim do Mundo" por causa de sua amplitude. Como o Banco Master tinha forte presença em Minas Gerais e operava com fundos de pensão e prefeituras, há um temor real de que o escândalo respingue em gestões municipais e estaduais, mudando completamente o tabuleiro político para as eleições de outubro.




