Xadrez do Petróleo: Trump pressiona aliados e ameaça futuro da OTAN por segurança no Estreito de Ormuz
- 16/03/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 16 de março de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra os aliados internacionais nesta segunda-feira (16). Em uma série de declarações e postagens em sua rede social, o republicano exigiu que países que dependem do petróleo do Oriente Médio — incluindo Reino Unido, França, Japão e China — enviem seus próprios navios de guerra para garantir a navegação no Estreito de Ormuz.
A passagem, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, está sob bloqueio parcial do Irã em retaliação aos recentes ataques aéreos dos EUA e de Israel. O bloqueio já causou a maior interrupção na oferta de energia da história, fazendo os preços globais dispararem.
Ultimato à OTAN e Críticas à Europa
Trump foi enfático ao afirmar que a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) enfrentará um "futuro muito ruim" caso os países membros não auxiliem Washington a desbloquear a rota.
"É justo que aqueles que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de mal aconteça lá. Se não houver resposta, penso que será muito ruim para o futuro da OTAN", declarou o presidente em entrevista ao Financial Times.
- O Pedido: Trump quer uma coalizão naval internacional para escoltar petroleiros.
- A Resposta dos Aliados: Até agora, o retorno foi classificado como "morno". Reino Unido, França e Austrália indicaram que não têm planos imediatos de enviar embarcações, temendo uma escalada militar direta com o Irã. O Reino Unido sugeriu, em alternativa, o envio de drones caça-minas.
Pressão sobre a China
Surpreendendo o tabuleiro diplomático, Trump também cobrou a China. O presidente sugeriu que pode adiar uma cúpula com o líder chinês Xi Jinping caso Pequim não use sua influência sobre o governo iraniano para liberar o fluxo de navios.
"A China deveria ajudar, porque obtém 90% do seu petróleo do estreito", afirmou Trump, sinalizando que a paciência da Casa Branca está chegando ao fim.
O Nó Econômico
Enquanto o impasse diplomático continua, a economia global sofre. No Brasil, o reflexo já é sentido nas bombas e no custo do frete, dada a paridade internacional de preços. O Irã, por sua vez, afirma que a passagem está "aberta para todos", exceto para embarcações com bandeiras de EUA e Israel, chamando qualquer intervenção naval estrangeira de "provocação".




