Dança das Cadeiras em Brasília: Fernando Haddad confirma saída do Ministério da Fazenda para disputar o Governo de SP
- 10/03/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 10 de março de 2026
O cenário político nacional foi sacudido na manhã desta terça-feira (10) com a confirmação oficial: Fernando Haddad deixará o comando do Ministério da Fazenda na próxima semana. O anúncio foi feito pelo próprio ministro a jornalistas, colocando fim a meses de especulações sobre seu futuro no governo Lula.
A saída estratégica ocorre para que Haddad possa cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela lei eleitoral. O destino mais provável? A disputa pelo Governo do Estado de São Paulo, onde ele aparece como o nome mais competitivo da esquerda para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O "Sucessor Natural" na Economia
Para garantir que o mercado financeiro não sofra solavancos com a troca de comando, o governo já sinalizou uma transição suave. O nome escolhido para assumir a pasta é o do atual secretário-executivo, Dario Durigan.
- Quem é Dario Durigan? Considerado o braço direito de Haddad, Durigan tem a confiança total do presidente Lula e já vinha despachando diretamente no Palácio do Planalto. Sua promoção visa manter a continuidade do arcabouço fiscal e da regulamentação da reforma tributária.
- Nova Estrutura: Com a subida de Durigan, a expectativa é que Rogério Ceron (atual secretário do Tesouro Nacional) assuma o posto de "número dois" da Fazenda.
O Palanque em São Paulo
A saída de Haddad não é isolada. O plano do PT é montar uma "chapa de peso" em solo paulista para servir de vitrine à reeleição de Lula.
- Haddad no Governo: Liderando a chapa principal.
- Senado de Estrelas: As ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) são cotadas para deixar seus cargos e disputar o Senado por São Paulo na mesma chapa, em uma articulação que busca atrair o centro e o voto ambientalista.
O Saldo da Gestão Haddad
Haddad deixa a Fazenda após pouco mais de três anos marcados pela aprovação do Novo Arcabouço Fiscal e pelo avanço histórico da Reforma Tributária. Embora tenha enfrentado fogo amigo dentro do próprio partido em diversos momentos, ele sai com o reconhecimento de ter trazido previsibilidade para as contas públicas em um cenário de polarização extrema.




