Caso Master: PF deflagra Operação no Amapá por suspeita de fraude de R$ 400 milhões na previdência
- 06/02/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 6 de fevereiro de 2026
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (6) a Operação Zona Cinzenta. A ação mira a cúpula da Amapá Previdência (Amprev) por suspeitas de irregularidades gravíssimas na aplicação de recursos destinados à aposentadoria dos servidores estaduais. O foco central da investigação é um investimento de aproximadamente R$ 400 milhões no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central no final do ano passado após uma crise profunda de liquidez.
Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal, atingindo o diretor-presidente da autarquia e membros do comitê de investimentos.
Entenda o "Caminho do Dinheiro"
As investigações apontam que a cúpula da Amprev teria ignorado alertas de risco para realizar aportes em Letras Financeiras (LFs) do Banco Master. O grande problema é que, ao contrário da poupança ou de CDBs comuns, esses títulos não possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Com a quebra do banco, o dinheiro dos servidores corre o risco de virar "pó".
- Gestão Temerária: Quando se arrisca o dinheiro público de forma excessiva e irresponsável.
- Gestão Fraudulenta: Quando há indícios de que as decisões foram tomadas para beneficiar terceiros ou obter vantagens ilícitas.
O Alerta para o Vale do Aço
Embora a operação de hoje ocorra no Amapá, o "Caso Master" é um escândalo de proporções nacionais que serve de alerta para prefeituras e institutos de previdência em todo o país, inclusive aqui no Vale do Aço.
Muitos regimes próprios de previdência social (RPPS) buscam rentabilidade em bancos privados e, se a gestão não for rígida, o rombo acaba sobrando para o contribuinte e para o servidor que contribuiu a vida inteira. No Amapá, o investimento sob suspeita representa quase 5% de todo o patrimônio da previdência estadual.
Desdobramentos Políticos
O caso tem forte repercussão em Brasília, já que o Banco Master mantinha conexões com figuras influentes do Congresso Nacional. O avanço das investigações da PF busca descobrir se houve pressão política para que fundos de pensão estaduais e municipais "salvassem" o banco com aportes milionários pouco antes de sua liquidação.
Nota do Editor: Mexer com o dinheiro da aposentadoria é um dos crimes mais cruéis contra o trabalhador. Ver R$ 400 milhões de um estado pobre como o Amapá "sumirem" em um banco privado que quebrou é revoltante. No Canal do Nekinhas, seguiremos acompanhando se algum instituto de previdência da nossa região também teve exposição a esses títulos do Master. Transparência com o dinheiro do povo é o que exigimos!




