"Chega de ordens": Delcy Rodríguez rebate Washington e reafirma soberania da Venezuela sobre decisões políticas
- 26/01/2026
Por Redação Canal do Nekinhas 26 de janeiro de 2026
O governo da Venezuela enviou uma mensagem dura aos Estados Unidos nesta segunda-feira (26). A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou, em pronunciamento oficial, que o país não aceitará mais o que chamou de "ordens de Washington" em relação aos processos políticos e às decisões do Judiciário venezuelano sobre candidatos da oposição.
A fala de Delcy ocorre em um momento de pressão renovada por parte da Casa Branca, que ameaça retomar sanções econômicas caso o governo de Nicolás Maduro não garanta a participação de todos os setores da oposição nas próximas movimentações políticas do país.
O Ponto do Conflito
A discórdia gira em torno da habilitação de líderes opositores. Enquanto os EUA exigem "eleições livres e justas" como condição para manter o alívio das sanções petrolíferas, Caracas vê essas exigências como uma interferência direta em sua soberania.
- Soberania em Foco: "A Venezuela tem suas próprias leis e instituições. Não recebemos ordens de ninguém, muito menos de quem usa o poder econômico para tentar nos chantagear", declarou Rodríguez.
- Ameaça de Sanções: Washington sinalizou que o prazo para o cumprimento dos acordos está se esgotando, o que poderia levar ao cancelamento de licenças que permitem à Venezuela exportar petróleo para o mercado americano.
- Impacto Econômico: Para a Venezuela, a retomada das sanções seria um golpe na tentativa de recuperação econômica iniciada em 2025.
Geopolítica e Energia
A tensão entre Venezuela e EUA ganha novos contornos em 2026 devido à instabilidade energética global (impulsionada também pelo recorde do preço do ouro e conflitos em outras regiões). O petróleo venezuelano é estratégico para manter os preços dos combustíveis sob controle nos EUA, o que dá a Maduro uma carta na manga nas negociações.
Analistas apontam que o tom agressivo de Delcy Rodríguez serve para consumo interno, reforçando a imagem de resistência do chavismo, enquanto as negociações de bastidores continuam ocorrendo via canais diplomáticos discretos.
Nota do Editor: Enquanto o "Conselho de Paz" de Trump tenta mediar conflitos ao redor do mundo, a Venezuela parece disposta a manter sua linha de confronto com Washington. Para o Brasil, vizinho direto, a instabilidade política e econômica na Venezuela sempre gera reflexos, especialmente na crise migratória e nas relações comerciais. O Canal do Nekinhas segue acompanhando essa queda de braço.




