"Só não é candidato porque não quis": Líder do PL revela por que Tarcísio ficou de fora da disputa presidencial
- 21/01/2026
Por Redação Canal do Nekinhas Brasília, 21 de janeiro de 2026
O cenário político para 2026 sofreu um novo abalo com as recentes declarações do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), uma das vozes mais influentes da liderança do Partido Liberal. Em entrevista exclusiva ao SBT News, Sóstenes abriu o jogo sobre a ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na lista de presidenciáveis apoiados por Jair Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, Tarcísio só não é o candidato oficial da direita ao Planalto porque optou por não atender a um pedido central do ex-presidente: a filiação ao PL.
A Condição de Bolsonaro
A revelação traz luz a meses de especulações e pressões nos bastidores. De acordo com Sóstenes, o "passaporte" para a candidatura presidencial de Tarcísio exigia um gesto claro de lealdade partidária que nunca aconteceu.
- O Pedido Negado: Bolsonaro teria solicitado diversas vezes que Tarcísio migrasse para o PL para consolidar o projeto de 2026.
- O "Não" de Tarcísio: O governador preferiu manter-se no Republicanos, focando em sua meta declarada de reeleição em São Paulo.
- Consequência Política: A falta desse "aceno" pesou na decisão da cúpula do PL de bater o martelo em torno do nome do senador Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial.
"O apego ao cargo detona com o político"
Sóstenes Cavalcante não poupou críticas à postura do governador, questionando a falta de aproximação real com a legenda de Bolsonaro. "Qual é o gesto de aproximação com o PL que o Tarcísio faz até hoje?", questionou o líder, acrescentando que uma candidatura de Tarcísio pelo Republicanos "atrapalharia" o PL nas eleições proporcionais, reduzindo o voto de legenda para deputados federais.
O Fator Flávio Bolsonaro
Com a negativa de Tarcísio em mudar de partido, o projeto eleitoral da família Bolsonaro foi "fechado" dentro do PL. Flávio Bolsonaro tem se consolidado como o nome principal, contando com o capital político direto do pai, enquanto Tarcísio é visto agora como um aliado fundamental, mas focado na vitrine paulista.
Nota do Editor: O Canal do Nekinhas observa que essa fala de Sóstenes Cavalcante marca uma clara linha divisória. Ao cobrar o "gesto" de Tarcísio, o PL sinaliza que não aceitará um papel secundário em 2026, mesmo que isso signifique abrir mão do nome que lidera as pesquisas de intenção de voto contra o atual governo.




