Haddad estima déficit primário do governo central de 2025 em 0,1% do PIB, com meta cumprida
- 13/01/2026
Por Redação Canal do Nekinhas Brasília, 13 de janeiro de 2026
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou nesta terça-feira (13) o balanço consolidado das contas públicas do Governo Central referentes ao ano de 2025. Segundo os dados oficiais, o país fechou o ano com um déficit primário de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi recebido positivamente pela equipe econômica, pois está dentro da margem de tolerância estabelecida pelo Novo Arcabouço Fiscal, sendo considerado um "cumprimento da meta".
O índice representa um avanço em relação às projeções feitas no início do ano passado, indicando que a arrecadação federal e o controle de gastos mantiveram uma trajetória de convergência para o equilíbrio fiscal.
O que os números significam?
O déficit primário ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada (sem contar o pagamento dos juros da dívida). O resultado de 0,1% é visto como um "empate técnico", muito próximo do déficit zero planejado originalmente.
- Fatores Positivos: Haddad destacou o aumento da arrecadação por meio de novas taxações (como as de apostas esportivas e fundos exclusivos) e a eficiência na cobrança de dividendos de empresas estatais.
- A Margem de Tolerância: Pela regra fiscal atual, o governo tinha uma margem de manobra de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Como o resultado foi de -0,1%, a meta foi tecnicamente atingida.
Reação do Mercado e Próximos Passos
A confirmação do cumprimento da meta é um sinal importante para investidores e para o Banco Central. Analistas apontam que a manutenção da responsabilidade fiscal ajuda a controlar a inflação e pode abrir espaço para discussões sobre a redução da taxa de juros (Selic) nos próximos meses.
"Conseguimos provar que é possível manter os investimentos sociais e os programas de governo sem desequilibrar as contas públicas", afirmou o ministro durante coletiva de imprensa em Brasília.
O Desafio para 2026
Apesar do otimismo com o fechamento de 2025, o desafio para o ano atual é ainda maior. O governo mira agora o superávit primário (sobra de dinheiro nas contas). Para isso, a Fazenda terá que lidar com o aumento de despesas obrigatórias, como previdência e salários, além de manter a arrecadação em alta mesmo diante de um cenário de crescimento global moderado.
Nota do Editor: O Canal do Nekinhas mantém o compromisso de traduzir a economia para o seu dia a dia. O equilíbrio das contas públicas é o que garante, a longo prazo, a estabilidade dos preços e do emprego no Brasil.




