Irã ameaça Israel e bases dos EUA com retaliação "severa" em caso de ofensiva militar

  • 11/01/2026

Irã ameaça Israel e bases dos EUA com retaliação "severa" em caso de ofensiva militar

Por Redação Canal do Nekinhas Brasília, 11 de janeiro de 2026

O governo do Irã elevou o tom das advertências internacionais neste domingo (11). O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou formalmente que tanto o território de Israel quanto todas as bases militares e navios dos Estados Unidos na região do Oriente Médio são considerados "alvos legítimos" caso Washington decida realizar ataques contra a República Islâmica.

A declaração ocorre em resposta direta às recentes falas do presidente americano Donald Trump, que sinalizou a possibilidade de uma intervenção militar para apoiar as manifestações populares que atingem o Irã há três semanas.

Alvos na Mira

De acordo com Qalibaf, que é ex-comandante da Guarda Revolucionária, o Irã não se limitará a uma defesa passiva. "Em caso de ataque, lidaremos com eles da forma mais severa. O povo deve saber que puniremos qualquer tentativa de agressão", afirmou durante sessão no parlamento.

As ameaças iranianas incluem:

  • Bases Americanas: Instalações militares em países vizinhos e navios de guerra no Golfo Pérsico.
  • Território Israelense: O governo iraniano acusa Israel de atuar em coordenação com os EUA para desestabilizar o país internamente.
  • Interrupção de Rotas: Especialistas alertam para o risco de bloqueios no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial.

Contexto: Protestos e Pressão Internacional

O Irã vive sua maior crise interna em anos, com protestos que já deixaram mais de 116 mortos, segundo grupos de direitos humanos. O regime dos aiatolás acusa "potências estrangeiras" de fomentarem o caos para provocar uma mudança de governo.

Enquanto Trump afirma que os EUA estão "prontos para ajudar" o povo iraniano, o serviço de inteligência de Israel (Mossad) e as forças de defesa (IDF) entraram em alerta máximo. Fontes em Tel Aviv indicam que o país está preparado para uma resposta rápida caso as milícias financiadas pelo Irã iniciem ataques nas fronteiras.

Reação de Israel

O governo israelense tem mantido cautela pública, mas reforçou o patrulhamento em suas fronteiras ao norte. Ministros israelenses indicaram que o país não deseja uma guerra direta, mas que "não permitirá que o Irã utilize a crise interna como cortina de fumaça para agressões externas".


Nota do Editor: A instabilidade no Irã já começa a refletir nos mercados futuros de commodities e energia. O Canal do Nekinhas continuará monitorando as movimentações diplomáticas e militares que podem impactar a segurança global e a economia brasileira.


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