"Só o tempo dirá": Trump afirma que EUA podem controlar petróleo da Venezuela por anos

  • 08/01/2026

"Só o tempo dirá": Trump afirma que EUA podem controlar petróleo da Venezuela por anos

Por Redação Canal do Nekinhas Brasília, 8 de janeiro de 2026

Em uma entrevista reveladora ao The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom sobre o futuro da Venezuela. Questionado sobre quanto tempo duraria a supervisão direta de Washington sobre o país vizinho, o republicano foi enigmático, mas incisivo: "Só o tempo dirá".

A declaração ocorre apenas cinco dias após a operação militar relâmpago que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Segundo Trump, o controle sobre as vastas reservas de petróleo venezuelanas não é apenas uma medida temporária, mas parte de um plano de reconstrução que ele descreveu como "muito lucrativo".

O Plano de Três Fases

A Casa Branca, sob coordenação do Secretário de Estado Marco Rubio, já apresentou ao Congresso um plano estruturado para o setor energético venezuelano:

  1. Assunção de Controle: Os EUA planejam assumir a gestão das vendas de petróleo por tempo indeterminado.
  2. Reconstrução da Infraestrutura: Petroleiras americanas (como Chevron e ExxonMobil) devem entrar no país para revitalizar poços e refinarias deterioradas.
  3. Fundo de Subsistência: A receita das vendas será mantida em contas controladas pelos EUA, com repasses graduais para a Venezuela para "atender necessidades desesperadas" da população.

A Estranha Aliança com Delcy Rodríguez

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos analistas foi a confirmação de que Trump está em "comunicação constante" com Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, agora reconhecida por Washington como parte de um governo interino.

Surpreendentemente, Trump tem evitado declarar apoio direto à líder opositora María Corina Machado, alegando que seu governo está "se dando muito bem" com a estrutura atual para garantir que os EUA recebam o petróleo necessário para baixar os preços globais de energia.

Reações Internacionais

A ONU e diversos países latino-americanos, incluindo o Brasil, expressaram preocupação com o "precedente perigoso" de uma intervenção militar seguida por controle de recursos naturais. Trump, porém, rebateu as críticas afirmando que a indústria petrolífera local era um "fracasso total" e que os EUA estão apenas "recuperando o que foi roubado".


Análise do Nekinhas: O que estamos vendo é a implementação de uma "tutela energética". Trump não quer apenas derrubar um regime; ele quer garantir que o fluxo de petróleo venezuelano esteja sob o domínio do dólar. Para o consumidor brasileiro, isso pode significar uma queda no preço dos combustíveis a médio prazo, mas ao custo de uma instabilidade geopolítica sem precedentes na nossa fronteira.


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