México nega "explosão" em envios de petróleo a Cuba, mas confirma apoio diante do colapso venezuelano

  • 07/01/2026

México nega "explosão" em envios de petróleo a Cuba, mas confirma apoio diante do colapso venezuelano

Por Redação Canal do Nekinhas Cidade do México, 7 de janeiro de 2026

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, veio a público nesta quarta-feira (7) para esclarecer a posição de seu governo em relação ao fornecimento de petróleo para Cuba. Em meio ao vácuo deixado pela queda de Nicolás Maduro na Venezuela — que era o principal fornecedor da ilha —, surgiram rumores de que o México teria assumido integralmente esse papel, aumentando drasticamente suas exportações.

Sheinbaum foi categórica ao negar um aumento desproporcional, mas reafirmou que o México continua sendo um "parceiro humanitário" de Havana.

"Razões Humanitárias" vs. Pressão de Washington

A declaração ocorre em um momento de altíssima sensibilidade. Com a captura de Maduro e a intervenção dos EUA na Venezuela, Cuba ficou praticamente isolada energeticamente. O governo mexicano confirmou o envio recente de cerca de 400 mil barris de petróleo bruto, alegando que o auxílio é técnico e humanitário para evitar um apagão total na ilha.

  • A posição do México: Sheinbaum defende que o país é soberano e não adere ao bloqueio econômico imposto pelos EUA.
  • O risco Trump: O movimento mexicano coloca o país na mira de Donald Trump, que já ameaçou taxar países que tentarem "furar" o cerco econômico contra regimes aliados da antiga Venezuela bolivariana.

O Efeito Dominó da Queda de Maduro

Para o Canal do Nekinhas, analistas explicam que a crise na Venezuela redesenhou o mapa do petróleo na América Latina. Sem o combustível venezuelano, Cuba enfrenta sua pior crise energética em décadas. O México, embora queira ajudar, tenta não esticar demais a corda com a Casa Branca para evitar tarifas comerciais que destruiriam a economia mexicana.

Impacto no Mercado de Energia

A negativa de Sheinbaum sobre o "aumento" das exportações serve para acalmar o mercado e evitar sanções imediatas. No entanto, o fluxo constante de petroleiros entre o porto de Coatzacoalcos (México) e Havana continua sendo monitorado via satélite por agências internacionais.


Análise do Nekinhas: O México está jogando um jogo perigoso de xadrez diplomático. Se parar de enviar petróleo, Cuba colapsa e gera uma crise migratória sem precedentes. Se continuar, o México pode sofrer represálias diretas de Trump. É a famosa escolha entre "a cruz e a espada".


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