VIOLÊNCIA NO TURISMO: Turistas são agredidos em Porto de Galinhas após disputa por cadeiras de praia
- 29/12/2025
Briga generalizada em um dos destinos mais procurados de Pernambuco termina com banhistas feridos; cobrança abusiva e falta de espaço público geram revolta e insegurança.
PORTO DE GALINHAS (PE) – O que era para ser um dia de descanso em um dos cartões-postais mais famosos do Brasil virou cenário de guerra. Um grupo de turistas foi brutalmente agredido na areia da praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, após um desentendimento com comerciantes locais sobre a cobrança pelo uso de cadeiras e guarda-sóis.
O episódio, registrado em vídeo por outras pessoas que estavam no local, mostra o momento em que a discussão escala para empurrões, socos e o uso de objetos como armas improvisadas.
O Motivo da Briga: A "Máfia das Cadeiras"
Segundo relatos das vítimas e de testemunhas, a confusão começou quando os turistas se recusaram a pagar um valor considerado abusivo pelo aluguel dos equipamentos ou por não consumirem o valor mínimo exigido pela barraca.
Os pontos críticos do conflito:
- Venda Casada: Muitos comerciantes condicionam o uso das cadeiras a um consumo mínimo elevado, prática que é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
- Falta de Espaço: Banhistas reclamam que os barraqueiros ocupam toda a faixa de areia, impedindo que turistas usem seus próprios equipamentos ou fiquem na areia sem pagar.
- Agressividade: O vídeo mostra homens, supostamente ligados aos quiosques, cercando os turistas de forma intimidadora.
Insegurança no Turismo
Porto de Galinhas vem sofrendo com críticas recorrentes sobre a desorganização e a abordagem agressiva de alguns prestadores de serviço. O caso recente acendeu o alerta nas autoridades de segurança e turismo de Pernambuco, que temem o impacto negativo na imagem do destino para a temporada de 2026.
Posicionamento das autoridades:
- Polícia Militar: Foi acionada, mas os agressores fugiram antes da chegada das viaturas.
- Prefeitura de Ipojuca: Informou que fiscaliza o comércio na orla, mas admitiu que casos isolados de abuso ainda ocorrem.
- Investigação: Um boletim de ocorrência foi registrado, e as imagens das câmeras de segurança e celulares serão usadas para identificar os agressores.
"O turista paga caro para chegar ao paraíso e não pode ser recebido com violência. É preciso ordem na casa para não espantar quem movimenta a economia", comenta a equipe de redação do Canal do Nekinha's.
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