BASTIDORES DO PODER: Moraes teria procurado Galípolo para interceder pelo Banco Master no BC
- 26/12/2025
Coluna de Malu Gaspar revela articulação direta entre ministro do STF e o novo presidente do Banco Central; objetivo seria evitar sanções drásticas contra instituição financeira em meio a impasse regulatório.
BRASÍLIA – Os bastidores da relação entre o Judiciário e o sistema financeiro ferveram nesta sexta-feira (26). Segundo informações reveladas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o ministro Alexandre de Moraes teria entrado em contato direto com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), para tratar da situação do Banco Master.
A movimentação é vista como incomum e joga luz sobre a complexa rede de influência em Brasília. O contato teria ocorrido após o Banco Central apontar irregularidades no banco privado, que agora se vê no centro de um braço de ferro envolvendo as maiores autoridades do país.
O "Pedido" nos Bastidores
De acordo com a publicação, Moraes buscou sensibilizar Galípolo sobre o tratamento dado ao Banco Master pela área técnica do BC. O ministro teria expressado preocupação com a rigidez das possíveis sanções, argumentando que medidas extremas poderiam gerar instabilidade desnecessária no mercado.
Os pontos centrais da articulação:
- Preocupação Sistêmica: Moraes estaria preocupado com o impacto de uma intervenção ou punição severa na saúde do setor bancário.
- O Papel de Galípolo: O presidente do BC, que assumiu o cargo recentemente, estaria sob pressão para equilibrar o rigor técnico dos servidores do banco com as pressões políticas da capital.
- O Contraponto: Servidores técnicos do BC estariam desconfortáveis com o que consideram uma "intromissão" externa em processos de fiscalização que deveriam ser puramente administrativos.
Por que o Banco Master é o foco?
O Banco Master vem sendo investigado pelo BC por questões de compliance e supostas fragilidades em seus balanços. A instituição cresceu rapidamente nos últimos anos, tornando-se um player relevante em setores como energia e crédito.
O fato de um ministro do STF se envolver diretamente no caso levanta questionamentos sobre os limites da atuação judicial e a autonomia do Banco Central, especialmente em um momento em que Moraes tem usado dados financeiros para embasar diversos inquéritos no Supremo.
Impacto Institucional: O que está em jogo?
Este episódio revela uma "zona cinzenta" nas relações de poder em Brasília:
- Independência do BC: Até que ponto o presidente do Banco Central pode ignorar recomendações técnicas de seus diretores diante de um pedido de um ministro da Suprema Corte?
- Transparência: O mercado financeiro exige regras claras. Articulações de bastidores podem gerar desconfiança entre investidores estrangeiros.
No Vale do Aço, onde muitos empresários e investidores possuem ativos ligados a bancos de médio porte como o Master, a notícia gera um clima de "alerta". Qualquer instabilidade no topo da regulação financeira brasileira reflete diretamente nas taxas de juros e na oferta de crédito para as empresas da nossa região.
"Quando o STF e o Banco Central conversam fora dos autos, o mercado prende a respiração. A dúvida é se essa conversa foi para evitar um desastre ou para proteger interesses específicos", analisa a equipe do Canal do Nekinha's.
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