POLÍTICA & JUSTIÇA: Bolsonaro alega "questões de saúde" e desiste de falar ao vivo da prisão

  • 24/12/2025

POLÍTICA & JUSTIÇA: Bolsonaro alega "questões de saúde" e desiste de falar ao vivo da prisão

Em bilhete manuscrito, ex-presidente recua de conversa autorizada por Moraes; defesa cita surto e problemas médicos, enquanto ala da família teria pressionado contra a exposição.


BRASÍLIA – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou, no final da manhã desta terça-feira (23), a entrevista exclusiva que concederia ao portal Metrópoles. O evento era aguardado com grande expectativa por ser a sua primeira manifestação pública desde que foi preso, em novembro. Por meio de um bilhete escrito à mão, Bolsonaro informou que não teria condições de falar: “Informo que não concederei entrevista nesta data, por questões de saúde”.

A entrevista havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) e deveria ocorrer nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde o ex-presidente cumpre pena.

O Motivo do Recuo: Saúde e "Racha" Familiar

Embora o bilhete oficial cite apenas "saúde", os bastidores indicam uma combinação de fatores físicos e estratégicos. Segundo o senador Flávio Bolsonaro, o pai continua sofrendo com crises persistentes de soluço e dores causadas por uma hérnia inguinal, cuja cirurgia está agendada para o dia 25 de dezembro.

Além disso, informações de bastidores sugerem um embate interno na família:

  • Michelle Bolsonaro e Advogados: Teriam se posicionado contra a entrevista, temendo que declarações de Bolsonaro pudessem agravar sua situação jurídica.
  • Flávio Bolsonaro: Era o principal entusiasta da fala, esperando que o pai reforçasse sua pré-candidatura ao Planalto em 2026.

Relembre: Por que Bolsonaro está preso?

Jair Bolsonaro foi detido no dia 22 de novembro de 2025. A prisão ocorreu após o ministro Moraes apontar o descumprimento de medidas cautelares. O estopim foi um episódio inusitado: o ex-presidente confessou ter usado um ferro de solda para tentar abrir sua tornozeleira eletrônica.

Os argumentos da defesa:

  1. Surto Psicótico: Os advogados alegam que Bolsonaro teve uma "alucinação" ou "paranoia" causada por efeitos colaterais de novos medicamentos.
  2. Escuta Imaginária: Durante audiência de custódia, Bolsonaro afirmou que achava que o equipamento continha uma escuta para monitorar suas conversas privadas.
  3. Confissão: O laudo da PF confirmou o dano ao equipamento, e um vídeo registrou Bolsonaro admitindo o uso do ferro quente na pulseira.

O que acontece agora?

Com o cancelamento da entrevista, o foco volta-se inteiramente para a saúde do ex-presidente. A defesa já solicitou que ele seja internado nesta quarta-feira (24) para os preparativos da cirurgia de Natal. Moraes já autorizou a saída para o hospital, mas negou pedidos de prisão domiciliar, mantendo a vigilância estrita sobre o réu.

No Vale do Aço, onde Bolsonaro mantém uma base sólida de apoiadores, o cancelamento gerou apreensão sobre o real estado de saúde e as condições de sua custódia na PF.


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