GEOPOLÍTICA: Trump afirma que seria "inteligente" Maduro deixar o poder na Venezuela

  • 23/12/2025

GEOPOLÍTICA: Trump afirma que seria "inteligente" Maduro deixar o poder na Venezuela

Em tom de ameaça, presidente dos EUA avisa que resistência terá consequências severas; Washington aperta o cerco naval e cogita vender petróleo apreendido de navios venezuelanos.


WASHINGTON / CARACAS, 23 de Dezembro de 2025 – A tensão entre a Casa Branca e o Palácio de Miraflores atingiu um novo ápice. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (22) que a decisão mais "inteligente" que o líder venezuelano Nicolás Maduro poderia tomar seria renunciar e deixar o cargo.

A declaração ocorre em um momento crítico, onde a Marinha americana realiza um bloqueio naval no Caribe, interceptando petroleiros e aumentando a pressão militar sobre o regime chavista.

O "Conselho" com Tom de Ameaça

Durante coletiva de imprensa, Trump foi questionado se o objetivo das recentes operações militares era forçar a saída do mandatário venezuelano. A resposta foi direta e carregada de advertências.

"Acho que provavelmente sim. Depende do que ele quer fazer. Acho que seria inteligente da parte dele fazer isso. Se ele quiser bancar o durão, será a última vez que ele poderá bancar o durão", disparou o republicano.

Petróleo como Espólio de Guerra?

Além da pressão política, Trump tocou no ponto mais sensível da economia venezuelana: o petróleo. O presidente sugeriu que os EUA podem não apenas manter as cargas apreendidas em alto-mar, mas também comercializá-las.

Ações em curso:

  • Apreensões: Pelo menos três navios petroleiros já foram alvo da guarda costeira e marinha americana nas últimas semanas.
  • Destino da Carga: Washington avalia vender o petróleo confiscado para cobrir custos de operações ou como forma de compensação por ativos americanos nacionalizados pela Venezuela no passado.
  • Ataques no Mar: Relatos indicam confrontos mortais em operações contra o que os EUA classificam como "narcotráfico", resultando em mais de 100 mortes, segundo agências internacionais.

A Resposta de Maduro: "Foque nos seus problemas"

Nicolás Maduro não tardou a reagir. Em discurso transmitido pela TV estatal, o venezuelano criticou o que chama de "fixação" de Trump com seu país.

"Ele estaria melhor se focasse nos problemas econômicos e sociais dos Estados Unidos. Não é possível que 70% dos seus discursos sejam sobre a Venezuela", rebateu Maduro, classificando as ações americanas como pirataria internacional.

O Fator Colômbia

No mesmo evento, Trump não poupou o presidente colombiano, Gustavo Petro, um crítico ferrenho das ações dos EUA no Caribe. Trump chamou Petro de "cara muito mau" e o acusou de não ser amigo dos Estados Unidos, vinculando a produção de cocaína na Colômbia à falta de cooperação do governo vizinho.


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