"QUEREM ACABAR COM O PARLAMENTO": Eduardo Cunha critica ofensiva do STF e Governo contra emendas

  • 23/12/2025

"QUEREM ACABAR COM O PARLAMENTO": Eduardo Cunha critica ofensiva do STF e Governo contra emendas

Em entrevista exclusiva, ex-presidente da Câmara afirma que restrições impostas por Flávio Dino e Lula visam "asfixiar" o Legislativo; "O orçamento é do povo, não do palácio", dispara Cunha.


BRASÍLIA, 23 de Dezembro de 2025 – Uma das figuras mais polêmicas e influentes da história recente do Congresso Nacional, o ex-deputado Eduardo Cunha, quebrou o silêncio sobre a atual crise entre os Poderes. Em entrevista ao SBT News, o artífice do impeachment de 2016 avaliou que as recentes decisões do ministro Flávio Dino (STF), somadas à postura do governo Lula, representam uma tentativa deliberada de extinguir a autonomia financeira dos parlamentares.

Para Cunha, a suspensão das emendas e a exigência de rastreabilidade total — que ele classifica como "burocracia paralisante" — são ferramentas para transferir todo o poder de decisão sobre os recursos públicos de volta para as mãos do Poder Executivo.

A Tese do "Parlamentarismo Branco" sob Ataque

Eduardo Cunha argumenta que as emendas parlamentares não são "privilégios", mas sim a única forma de garantir que o dinheiro chegue à ponta, nos pequenos municípios.

Os principais pontos da crítica de Cunha:

  • Asfixia Legislativa: Segundo ele, sem o controle de parte do orçamento, os presidentes da Câmara e do Senado perdem a capacidade de negociar e o Congresso vira um "apêndice" do Planalto.
  • Transparência vs. Controle: Cunha defende que a transparência é necessária, mas alega que o STF está usando o pretexto da fiscalização para "gerir o país" no lugar dos eleitos.
  • O Alvo Final: Para o ex-presidente, o objetivo é o fim definitivo das chamadas "emendas Pix" e de relator, que dão rapidez às obras regionais.

O Papel de Flávio Dino e o Governo Lula

A análise de Cunha surge após o ministro Flávio Dino suspender trechos de leis orçamentárias que tentavam ressuscitar mecanismos do antigo "Orçamento Secreto". Para Cunha, Dino está agindo como um "braço jurídico" do governo para recuperar o controle sobre os R$ 50 bilhões que hoje são manejados por deputados e senadores.

"Querem acabar com as emendas para que os prefeitos voltem a ser 'beija-mão' de ministros em Brasília. Isso é um retrocesso institucional", afirmou Cunha.

Impacto no Vale do Aço

A fala de Cunha ecoa fortemente em cidades como Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo. Grande parte das obras de asfaltamento, reformas de postos de saúde e compra de equipamentos hospitalares na nossa região nos últimos anos foi fruto direto de emendas parlamentares. Se as emendas travarem definitivamente, prefeitos locais terão que depender exclusivamente da vontade política do Governo Federal para liberar recursos.

Bastidores: A Reação do "Centrão"

Cunha, que ainda mantém influência sobre setores do chamado "Centrão", prevê uma reação forte do Congresso no início de 2026. Segundo ele, se o governo continuar incentivando o STF a barrar as emendas, a pauta de votações de interesse de Lula pode sofrer uma "paralisia total".


#NekinhasPolitica ¦ #EduardoCunha ¦ #EmendasParlamentares ¦ #CongressoNacional ¦ #STF ¦ #Lula ¦ #ValeDoAço


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Anunciantes