GEOPOLÍTICA: China reage e critica EUA por "apreensões arbitrárias" de petroleiros na Venezuela
- 22/12/2025
Pequim condena bloqueio naval imposto por Donald Trump e exige respeito ao livre comércio; gigante asiático é o principal destino do petróleo interceptado pelos americanos.
PEQUIM / CARIBE – O clima de "Guerra Fria" no Caribe ganhou um novo e pesado capítulo nesta segunda-feira (22). O governo da China rompeu o silêncio e criticou duramente os Estados Unidos pela série de interceptações de navios petroleiros nas proximidades da Venezuela. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores chinês classificou as ações como "arbitrárias" e uma violação direta das normas de comércio internacional.
A reação de Pequim não é por acaso: o governo chinês é um dos maiores parceiros comerciais de Caracas e o principal comprador do petróleo que os EUA estão tentando impedir de sair do porto de José, na Venezuela.
O Nó Crítico: Pequim vs. Washington
A China argumenta que as sanções unilaterais impostas pelo governo de Donald Trump não têm base no direito internacional e que a cooperação energética entre China e Venezuela é legítima.
Os pontos centrais do protesto chinês:
- Livre Navegação: Pequim exige que os EUA parem de "assediar" embarcações em águas internacionais.
- Segurança Energética: A China vê as interceptações como um ataque direto ao seu fornecimento de energia, já que o petróleo venezuelano é vital para suas refinarias.
- Soberania: O comunicado afirma que "nenhum país tem o direito de agir como polícia dos oceanos para impor sua vontade política sobre outros".
O Que Está em Jogo?
Os Estados Unidos, por sua vez, sustentam que as embarcações interceptadas (como o navio Centuries) operam de forma ilegal, utilizando documentos falsos e sistemas de localização desligados para "lavar" o petróleo venezuelano. Washington acusa a China de financiar o regime de Nicolás Maduro através dessas compras.
Impactos no Mercado:
- Alta no Barril: A tensão no Caribe já causa instabilidade no preço do petróleo tipo Brent.
- Risco de Escolta: Analistas militares não descartam a possibilidade de a China enviar navios de guerra para escoltar seus petroleiros, o que colocaria as duas maiores potências do mundo frente a frente no mar.
E no Brasil, como isso afeta?
No Vale do Aço, onde a economia é fortemente ligada à exportação de aço e commodities, qualquer oscilação no comércio global entre China e EUA acende o alerta. O custo dos combustíveis e a logística internacional podem sofrer impactos diretos caso essa disputa suba de tom.
"Estamos diante de uma queda de braço onde o petróleo é apenas a munição. O verdadeiro alvo é a hegemonia no continente americano", analisa a equipe de política internacional do Canal do Nekinha's.
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